A Renascença do Burlesco no Brasil: O Legado e a Vanguarda do Cabaret da Cecília
- cabaretdacecilia
- 21 de jan.
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Em uma única noite de sábado, o público paulistano pode escolher entre oito casas diferentes para assistir a um espetáculo burlesco. Isso aconteceu em um sábado de dezembro, de 2025, onde casas como Love Cabaret, Dominatrix, Motelzinho, Suzie Wong, Nossa Casa, e Drosophila, outras, tinham como atração apresentações burlescas. O que hoje parece um cenário efervescente em diversas capitais brasileiras, há menos de uma década era uma realidade restrita a apresentações esporádicas a um punhado de artistas resilientes que não possuíam um palco para chamar de seu.
O cenário atual, vibrante e profissional, deve muito a aposta audaciosa do agitador cultural Tiaguinho Santos, que em fevereiro de 2018 abriu as cortinas de veludo vermelho do Cabaret da Cecília.

Antes de 2018, o burlesco em São Paulo, como em outras capitais brasileiras, era uma cena de "poucos para poucos", que sobrevivia entre frestas com muito esforço dos próprios artistas em criar situações para poderem se apresentar. Sem um palco fixo e com espaços que raramente compreendiam a logística e a estética da performance, os artistas eram nômades. A arte, que mistura sátira, política e celebração do corpo, não tinha onde criar raízes.
O Cabaret da Cecília rompeu essa barreira ao estabelecer uma programação semanal, trazendo luz ao burlesco contemporâneo e oferecendo não apenas um palco, mas um porto seguro para o desenvolvimento dessa linguagem artística.
Ao estabelecer apresentações semanais, a casa ajudou a profissionalizou a cena, transformando a performance esporádica em uma carreira viável para dezenas de artistas.
Essa constância não apenas criou um público fiel, mas também permitiu que o público descobrisse que o burlesco vai muito além do simples entretenimento: é uma ferramenta política, estética e de celebração de corpos plurais.

Oito anos após a sua inauguração, o impacto do Cabaret da Cecília é visível na arquitetura noturna de São Paulo. O modelo de curadoria e a coragem de apostar em um gênero então considerado "nicho" serviram de bússola. Hoje, novos bares, clubes e cabarets florescem pela capital paulistana e no Brasil afora, fortalecendo a carreira de performers e criando um ecossistema econômico e cultural que gira em torno da arte da sedução e do humor.
A cena, que antes cabia em uma sala, hoje transborda. Mas é no palco da Cecília que a história continua sendo escrita todas as semanas. Pelo nosso tablado já passaram ícones que definiram o padrão de excelência do burlesco nacional, como:
Aurora Divine, Ginger Moon, Elsie Diamond, Marquesa, Jelly Maciel, Divina Malandra, Marie Devilreux, Pandora Stardust , Miss Perez, Miss Black Divine, Miss Moon, Ewa, Brigitte Bordô, Ruby Romani, Vedete Matinal, Jade, Cindy Cheecake, Delirius Fenix, Anita Malcher, Petit Capuccino, Rouge Colubine, Cherry Bomb, Rubão, Jacque follet, Flora Maria, Jupiter, Ferdi Gi, Versatille, Marlon Piancentini, Felipe Paes, Luiz Lobassi, além de tantas outras estrelas e jovens talentos que fazem da nossa casa o coração pulsante da arte burlesca no Brasil.

Um Convite à Celebração: Jantar Burlesco
Para celebrar esse legado de oito anos e o fortalecimento de uma cena que não para de crescer, o Cabaret da Cecília convida o público para o seu Primeiro Jantar Burlesco. uma oportunidade de vivenciar a arte em sua forma mais pura, unindo o prazer de degustar queijos e vinhos à performance de alto nível, em um ambiente que respira a história viva do burlesco paulistano. No palco algumas estrelas da casa: Miss Perez, Miss Moon e Vedete Matinal.
Venha descobrir por que, oito anos depois, a chama que acendemos em 2018 continua mais forte do que nunca, que muito em breve ganhará uma nova casa.



